Saturday, August 13, 2005

outono


as folhas caem no chão frio,
cinzento e medonho
caem e ninguém,
ninguém as consegue parar.
pousam suavemente
no cinzento frio do solo,
pousam, olham em volta,
sentem o vento que as derrubara...
e choram...
porque jamais irão voltar

Thursday, August 11, 2005

Virtual


estica a tua mão
continua a esticar
toca no vidro
sente-o,
sinto-te...
vamos dar as mãos

é mesmo assim o Amor...


olho e não te posso ver
toco-te sem te poder tocar
e sinto-te...
perco-me
...
ouço-te e tu não dizes nada
quero-te e nunca o saberás
escondo-me
com medo que me vejas...

não olhes(!)agora vou tocar-te

música...(não sei o nome)

a dor invade-me...
lentamente sinto-a consumir
todas as recordações boas,
as que ainda sobrevivem em mim.
cai na escuridão do mundo
no buraco mais profundo
e sinto-me perdida
sem rumo para esta vida
sem saber o que fazer
para tão simplesmente
não continuar a sofrer
por coisas do passado
por momentos que
há muito deviam ter deixado
a minha mente...
que dor
que dor ouvir-te
que dor escutar-te
sinto cada palavra que dizes
não as ouço
sinto-as...
são suaves ou amargas!?
não sei
não as entendo
só as ouço...
e adormeço
no embalar da tua voz

Tuesday, August 09, 2005

(Sem título)


choro, e as minhas lágrimas
confundem-se com as pingas
da chuva que lá fora cai
tão triste, tão somente
chuva, água pura e crsitalina
que me faz pensar na minha vida...
comparo-me a uma delas
descubro que temos muito em comum,
muito para contar e para falar,
muito para chorar...chorar
só e tristemente uma Amor ausente,
outrora presente
e sorridente a meu lado...
e choro um Amor perdido,
uma ilusão esquecida
no meio da escuridão...
e rio, rio por tê-lo de novo aqui,
por tê-lo tão longe mas tão perto
no meu tão triste e somente
triste coração

representações


no vento sinto a dor,
a tristeza e solidão,
o vazio de um Amor
isolado no coração

dor aguda e fria,
sofrimento solitário
que rouba a alegria
e dissolve o calor diário

que tristeza escondida,
que solidaão perdida
e encontrada
pelo chão espalhada

neste mar de dor,
de vazio sem sentimento
desta carência indolor
desta busca de consentimento

mar de gente, calafrio,
tosse convulsa e um arrepio
de dor, de saudade
Em busca de Amor, de Liberdade

brisa que sopra lentamente...
vento que vem e vai...
paz tão serena e descontente
por ir sem saber onde vai

marcas



chove,
está a chover...
não é coisa que eu adore
mas dá gosto ver chover
traz-me palavras tristes,
mente só e solitária,
um sorriso entre-dentes,
uma doença diária

triste sina a minha
a de escrever num lenço
onde ainda vinham
as marcas daquilo que eu penso